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As Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo
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Catarina Labouré
Catarina veio ao mundo no dia 2 de maio de 1806, numa família de camponeses em Fain-les-Moutiers, Sudoeste de Montbard.


Sua mãe morre aos 42 anos e Catarina, com nove anos, refugia-se no imenso amor da Virgem Maria: “É você que eu escolhi por minha mãe” disse-lhe ela.

Maria Luísa, a irmã mais velha de Catarina, já é Filha da Caridade. Em 1828, Catarina, freqüenta as Filhas da Caridade do Hospital de Moutiers-Saint-Jean e pensa em entrar, ela também, nesta Comunidade. Ela tem 22 anos.

Quando chegou para Catarina o tempo de falar com seu pai sobre sua vocação, a resposta é imediata e formal: “Tu não irás!” Para desviá-la de seu projeto, ele a envia para a casa de seu irmão Charles que possui um restaurante operário em Paris.
Depois de muitas hesitações, seu pai acaba dando seu consentimento. Em 21 de abril de 1830, Catarina começa na Casa-Mãe seu Seminário (noviciado), na rua do Bac. Aqui, nesta Capela, Maria aparece a ela duas vezes.

Ao sair do Seminário, Catarina é enviada para o Asilo de Enghien, no bairro de Reuilly onde passará toda sua vida a serviço dos velhinhos.

As aparições foram uma luz para a vida de serviço de Irmã Catarina. A Santíssima Virgem lhe revelou o rosto de Deus. Agora, Irmã Catarina aprende a reconhecê-Lo nas pessoas que sofrem.

“Além das aparições limitadas aos poucos meses de Seminário (abril – dezembro de 1830), Catarina também descobre: o Cristo no cotidiano, especialmente nos pobres, sobretudo, segundo o Evangelho de Mateus 25:

“Tive fome e me destes de comer...”
“Estive preso e me visitastes...”
“Estive doente e me visitastes...”
“O que fizerdes ao menor dos meus, é a mim que o fazeis”.


Santa Catarina passou 46 anos de sua vida em Reuilly, na humildade, a serviço dos velhinhos. Era realmente, como o declarou Pio XII por ocasião da Canonização: “A Santa do dever de estado e do silêncio!”

Falecida em 1876, foi enterrada num túmulo da casa de Reuilly onde viveu. Em 1933, seu corpo foi transportado para a Casa-Mãe, e repousa num relicário aos pés da Virgem do globo na capela da rua do Bac. O hábito com o qual está vestida é o mesmo modelo usado pelas Filhas da Caridade até 1964.