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As Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo
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Rosalie Rendu
Jeanne Marie Rendu (Irmã Rosalie), filha de Antonio Rendu e de Marie-Anne Laracine, nasceu em 9 de setembro de 1786, em Confort, lugarejo de Lancrans, município de Ain, França.



A Venerável Irmã Rosalie Rendu foi o centro de um movimento de caridade que caracterizou Paris e a França, na primeira metade do século XIX, quando a assistência pública ainda não existia.

Em 25 de maio de 1802, Irmã Rosalie entrou no Seminário (noviciado), na Casa Mãe das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, em Paris. Ao sair do Seminário, Irmã Rosalie foi enviada ao bairro Mouffetard, um dos mais miseráveis de Paris, onde serviu os Pobres durante 53 anos. Aí, dedicou-se como enfermeira, juiz de paz, catequista das crianças de rua; aí, enfrentou até mesmo, arriscando sua própria vida, os revolucionários, dizendo:
“Aqui não se mata ninguém!”


Irmã Rosalie era “a boa mãe de todos”, sem distinção de religião, idéias políticas, condições sociais. Com uma das mãos, recebia dos ricos e, com a outra, dava aos pobres.

Aos ricos, Irmã Rosalie proporcionava a alegria de fazer o bem. Com freqüência, via-se na sala de recepção de sua casa, Bispos, Padres, homens de Estado e da cultura. Entre eles: Donoso Cortes, Embaixador da Espanha, o Imperador Napoleão III com sua esposa, estudantes de direito, de medicina, alunos da Politécnica, que vinham pedir informações, recomendar alguém ou perguntar em que porta bater antes de fazer uma boa obra. Assim vieram o Bem-aventurado Frederico Ozanam, co-fundador das “Conferências de São Vicente de Paulo”, e o Venerável Jean Léon Le Prévost, futuro fundador dos Religiosos de São Vicente de Paulo, que pediam-lhe conselhos para pôr em prática seus projetos.

Todos os dias, fizesse o tempo que fizesse, Irmã Rosalie percorria as ruas e ruelas que iam além do Panthéon, atravessando o sul da Montanha Santa Genoveva – rua Mouffetard, passagem dos Patriarcas, rua de l´Epée de Bois, rua do Pot de Fer. Com o seu terço na mão, seu pesado cesto no braço, apressava o passo, pois, sabia que a esperavam!

Como a monja no claustro, Irmã Rosalie caminhava na direção de Deus: ela Lhe falava desta família em dificuldade, porque o pai estava desempregado, daquele ancião que corria o risco de morrer sozinho num casebre: “Jamais faço tão bem a oração, quanto na rua”, dizia ela.

Sobre o túmulo de Irmã Rosalie, no cemitério Montparnasse, há sempre flores colocadas por pessoas desconhecidas, e um epitáfio menciona: “à boa Mãe Rosalie, seus amigos reconhecidos, os pobres e os ricos”.

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